30 de janeiro de 2013

Na natureza selvagem.. (de verdade)


Por 42 anos, a família Lykov viveu totalmente isolada a mais de 250 km de qualquer pessoa.
Sem estradas, trilhas ou meios de transporte..
Isolada no meio da neve, num lugar em que o “verão” é quando não tem neve cobrindo tudo o que possa crescer como alimento e dura só 3 meses: Junho, julho e agosto.
Nos outros 9 meses do ano as temperaturas chegam a - 40oC.
























A família se mudou pra lá em 1936 levando suas coisas e algumas sementes..
Eram apenas quatro Lykovs nesta época. Karp, sua esposa, Akulina, um filho chamado Savin, de 9 anos, e Natalia, 2.
Mais duas crianças nasceram no selvagem..
Dmitry em 1940 e Agafia em 1943 e nenhum dos dois já tinha visto um ser humano que não era membro de sua família.
Tudo o que Agafia e Dmitry sabiam do mundo exterior aprenderam inteiramente a partir de histórias de seus pais. E da bíblia. O único livro da casa.




























A diversão principal da família era todos contarem seus sonhos. Sendo que nem referência para sonhos eles tinham..
Eles não souberam da Guerra (a segunda.. De 1940 a 1945)..
Não viram o homem na lua.. E não acreditaram quando souberam..
Viram televisão no acampamento dos geólogos que os descobriram em 1978.. Mas o pai achava que era coisa do demônio..


Quando os geólogos ofereceram pão, só o velho Karp (foto) sabia o que era..
As crianças nunca tinham visto.
Eles sabiam que existiam outros países pelas histórias que ouviam dos pais, mas não tinham a menor ideia do que eram realmente cidades ou vida moderna.
Eles só conheciam os lobos e os ursos.

Não.. Você não está entendendo..
Quando eles foram para o meio do nada, eles levaram duas panelas, um tear e algumas roupas..
Mas depois de alguns anos as panelas enferrujaram e as roupas não tinham mais como serem remendadas.
Eles tinham que viver com o que a natureza oferecesse.


Dmitry e Savin (foto) caçavam descalços por dias.. dormindo onde desse.. até voltar para “casa”: uma cabana imunda de um cômodo, com uma pequena janela e um forno a lenha. O chão era feito de pinhão e cascas de batata..
Eles não tinham panelas para cozinhar..
Eles usavam folhas de bétula para fazer vasilhas e sapatos para o inverno.
Eles não tinham sal e se alimentavam basicamente de batatas, centeio e sementes de cânhamo..


Os filhos nunca tinham visto um cavalo, um humano ou algo manufaturado (além de seus poucos pertences)..
Quando conheceram uma garrafa de plástico ficaram impressionados de ver como era flexível aquele tipo de “vidro”.
A mãe morreu em 1961 depois que nevou em julho e a colheita foi dizimada..
Eles comeram os sapatos e as cascas das árvores..
E tiveram muita sorte de uma das sementes de centeio ter brotado.. Neste ano a colheita foi de 18 grãos. Que eles replantaram para poder sobreviver nos próximos..
Depois que foram descobertos eles não duraram muito.. Três filhos morreram em 1981, e o pai morreu em 88..
Só sobrou Agafia (foto), que ainda vive sozinha no mesmo lugar..
Tem livro e um documentário em russo..



22 de janeiro de 2013

Picolé 1

Aqui no Brasil foi traduzido como Islândia.. Mas..
Iceland é mesmo a terra do gelo..
Faz sentido..







Picolé 2


Se você tava achando nosso verão frio.. Imagina na Rússia..




























Marx Colonial Fallout Bomb Shelter Litho Doll House


Ou..
"A casinha de bonecas com um Bunker protetor de radiação.."
Direto da Guerra Fria, a casinha feita pela Marx e Sears normalmente não tinha um Bunker, mas com o grande estímulo contra os comunistas ela foi produzida com abrigo anti-nuclear neste ano.
Pelas poucas unidades produzidas, e só durante 1962, achei que valeria mais..
Só R$ 2.000..







Mini arte..

O aspirador de pó tem memória..
Submarinos e bibliotecas..
De Marc Giai Miniet..







Decay

Matthias Haker
The last days of Disco..
(and Hospital.. Hotel....)





21 de janeiro de 2013

Mmmmmm...

Nós não vemos as coisas como elas são.
Nós vemos as coisas como nós somos.
(Anais Nin, teoricamente..)


Baguette-me-nots

Foi difícil escolher só estas fotos..









Living in an Iceberg..

Aqui nos trópicos não faz nenhum sentido um Iceberg na cidade.. Mas na Dinamarca..
JDS Architects e CEBRA




Cowboys do desenho..

De Edson Oda e Alexandre Tommasi..
A encenação foi uma ideia genial..
Achei num blog alemão..

Bom humor cinza..

De Will Sharp..



Tempo


"Se" eu morrer..