20 de novembro de 2017

Billy the Kid

Billy The Kid, o segundo a partir da esquerda, e Pat Garret, o primeiro da direita





























Essa foto foi comprada por U$ 10.. O preço estimado é 5 milhões.. Mas o dono disse que não vai vender.. É a terceira foto que existe de Billy até agora..


A segunda foi comprada por U$ 2.. também num mercado de pulgas.. e vendida em 2010 por 2.3 milhões..


























E a única foto conhecida antes destas..


31 de outubro de 2017

O artista mais rico do mundo..


























Na década de 1850, Banvard era o pintor vivo mais famoso do mundo, e possivelmente o primeiro artista milionário da história.

Depois de trabalhar como assistente de farmácia e perder o emprego por fazer caricaturas dos clientes..
pintar cenários para uma companhia de teatro e descer o rio como vendedor.. ele passou dois anos desenhando o Mississípi sozinho.. Papel, lápis e um rifle..
No caminho ele continuava vendendo carne, utensílios domésticos e tudo o que pudesse para os moradores do rio.. Chegou a comprar um barco maior porque os negócios iam bem..
Quando chegou na cidade de Louisville construiu um armazém para guardar seu futuro projeto..
Uma pintura de quase cinco quilômetros que tinha um novo sistema de enrolar patenteado por ele..(Na verdade era o tamanho total em metros quadrados e não em comprimento.. mas enfim..era muito grande)
A maior pintura do mundo..
Por mais dois anos ele pintou a imensa tela sem contar pra ninguém e em 1846 alugou um salão por um mês para expor sua tela panorâmica.. O espetáculo consistia em histórias sobre o país enquanto a tela era desenrolada de um lado e enrolada de outro..


A entrada custava cinquenta centavos e ele esperava casa cheia, mas naquela noite ninguém apareceu.
Banvard se revelou também um gênio do marketing e depois de falar com todos os marinheiros e distribuir muitos ingressos grátis o negócio deu certo..
Com o dinheiro entrando ele adicionou mais metros a sua pintura e mudou para um atelie maior.. Aperfeiçoou o sistema de enrolar e contratou músicos e iluminação.. A performance durava duas horas
Casou com a pianista de seu show.. foi para Boston e ganhou mais de 200 mil dólares em um ano. Dinheiro que na época o tornou o artista mais rico do país.



Foi só uma questão de tempo até os colegas artistas copiarem a ideia e criarem seus próprios shows. Um deles até exibia a sua cópia na Europa como sendo o "panorama genuíno de Banvard".
Ele não podia perder essa.. Foi para a Inglaterra e fez seu show em Manchester, Liverpool e outras cidades pequenas antes de chegar a Londres..
Em 1848 as críticas eram excelentes e a multidão o adorava... Rios de dinheiro como você pode imaginar.. Só em Londres foram 600 mil pessoas em vinte meses de espetáculo..
No final da temporada ele tinha mais de 50 imitadores seus fazendo shows menores..Estudantes de arte contratados como espiões ficavam na platéia copiando seu trabalho..
Ele contratou alguém para comandar o show em Londres e passou mais um ano viajando com outra pintura sua (a outra margem do Mississípi).
Depois disso mais dois anos de sucesso em Paris onde, nas horas vagas aprendeu a decifrar hieróglifos egípcios na coleção do Museu Real..
Esse conhecimento foi muito útil na sua próxima viagem a Terra Santa.. Ele navegou pelo Nilo em grande estilo.. comprando várias antiguidades e fazendo seus desenhos..
Essa viagem rendeu mais duas pinturas gigantes..uma da Palestina e outra da decida do rio Nilo..
Mas ninguém mais tinha tanto interesse nisso.. existiam tantos imitadores que o mercado estava saturado..
Apenas oito anos depois de sua viagem pelo Mississípi, ele se tornou o artista vivo mais famoso do mundo e o artista mais rico da história.

Banvard retornou aos Estados Unidos com sua família na primavera de 1852. O artista mais famoso do mundo precisava de uma casa igualmente imponente para viver... E construiu o Castelo Glenada..




Dez anos depois ele ainda era considerado um artista inovador e apesar de aposentado dos palcos estava sempre ligado nos negócios.. E seguindo a tendência da época ele apostou num museu.. Algo entre os artefatos verdadeiros que ele havia trazido das viagens e algumas outras lendas e histórias.. Uma fraude meio aceitável.
Em vez de usar seu próprio dinheiro ele lançou ações, vendeu muitas para a alta sociedade nova iorquina e pagou os empreiteiros e artesãos com essas ações.. Só tinha um pequeno problema: essas ações não foram registradas na bolsa e não valiam absolutamente nada.
Com a grande concorrência dos outros museus.. (mesmo contendo peças falsas) e com as ações sem valor, seu museu fechou depois de dez meses.
Seus credores queriam receber pelas ações e pelos trabalhos entregues..
Era o começo do fim..
Além das finanças que não iam bem, ele plagiou um livro escrito em 1831 e uma peça de teatro cujo autor ainda era vivo.
Vendeu seu teatro e sua mansão que foi demolida. Quase todos os seus outros bens foram usados para pagar os credores.
Ele e sua mulher deixaram Nova Iorque e foram morar com um filho em Dakota do Sul..
Ele até tentou fazer um novo espetáculo.. Mas a cidade era muito pequena para ele.. e ele muito velho para o trabalho..
Morreu meses depois de sua mulher.. Foram casados por mais de 40 anos e deixaram filhos e netos..
A família saiu da cidade pois não tinha dinheiro para pagar o funeral.
Ainda existem uma meia duzia de pequenos trabalhos seus.. O Museu Robinson, em Pierre,Dakota do Sul tem três..
Suas pinturas gigantescas foram cortadas e usadas como cenários de teatro, ópera e, diz a lenda, forro de paredes de casas.

O livro inteiro aqui.. Esse artigo em inglês..

2 de outubro de 2017

George Hendrik Breitner

Era um pintor famoso em 1900, em Amsterdã..
Contemporâneo de Van Gogh chegou a dizer que não gostava do trabalho dele: “ ..acho grosseiro e desagradável..”
Em 1996 foi descoberta uma grande coleção de fotografias tiradas por ele para usar como base para suas pinturas..
Era um bom fotógrafo..










Outro mundo

Kilian Schönberger